★☾ ✿Gente - Miúda✿

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Era uma vez, uma garotinha que se chamava... Bora ler!

domingo, 30 de outubro de 2011

Cautela

(Autoria: Fernanda)





Meticulosa a menina seguiu na selva de pedra.
Rosto sujo de graxa,
Era prudência diante das noites nas calçadas.
Taciturna deixava sua mudez acarinhar a garganta.
Porque o véu que cobria o mundo,
Se desvendava para ela através de um anjo.
Ela - Anjo, você não dorme?
Anjo - Não menina, os anjos só cuidam e reverenciam a Deus.
Ela - Estou com fome, você não sente fome anjo?
Anjo - Sim, de oração menina.
Ela - Queria sentir fome de oração também anjo, mas as minhas palavras saem fracas, como quem apenas dança, sem o ponto certo do equilíbrio.
Anjo - Não menina, suas palavras são orações, e sua fome nelas é olhada bem do alto.
Ela - Então vou dormir, minha fome passou. Boa noite anjo.
Anjo - Boa noite menina.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Dia "D"

(Autoria: Fernanda)

Hoje eu não sei o que digo de mim.
O que sinto aqui são miscelâneas, misturas de riso e tristeza.
O universo é todo isso, uma mistura do amor e do ódio.
Sei que o que amplia em maior quantidade é a escolha de cada um.
Os meus olhos sentiram o sal do mar, escorrer por eles sem timidez, e minha face banhou-se de desabafos interiores.

Como seria se eu tivesse podido estar com você?
Será que eu seria tola?
Sonhei-te de costas para mim, e eu correndo em tua direção.

Uma criança e seu amor imenso, eu fui aquela que esperou tantas noites em claro.
E pedia “mãe não me dê as costas”, mesmo sem saber dizer uma palavra.
Todas as crianças vêm com seu próprio manual, eu trouxe o meu.
Eu senti teu coração bater junto com o meu.
Fiquei na tua barriga e herdei parte de ti.
Teus traços com certeza são aproximados ao meu.

Eu era aquela que não pediu nada, não entendeu nada e nasceu com o brilho do sol presenteando a manhã.
Um grão de areia num novo e desconhecido habitat.
Alguém me guiou até o entendimento, mas não lembro esta parte.
Só lembro quando percebi que havia um brilho bonito no céu, e aí eu já tinha 4 anos.
Foi minha primeira descoberta e me esforcei para falar estrela durante um tempo, mas “estela” ainda persistiu ali.

A frieza das noites era maior sem sentir teu amor.
Eu nunca soube o que foi que aconteceu.
Eu não entendi os motivos, mas procurei a melhor saída para não doer tanto meu coração.
O gelo se fez nas noites de inverno e houve vezes que eu gritei em frente ao mar a palavra “mãe me busca aqui”.
Ambas viramos caçadoras de sombras, procurando o que nunca podíamos tocar.

Um dia...
Sempre dizemos esta palavra, para arrumar algo, ou piorar as coisas.
Mas para nós não foi bem assim.
Um dia vinha verde como se supõe a esperança, e dava continuidade em mim.
Assim quando uma estação chega, logo acaba e vem uma outra e outra, mas a saudade sempre fica carregada de força, e sei que durará para sempre.

Meus olhos caminharam mais depressa que minhas pernas.
Eles buscavam , intuição de filha nos rostos das ruas.
Fiz muito isso sabe?
Mas não soube saber...
Direção, quer dizer tantas coisas, mas eu só queria que dissesse o endereço.

A chuva cai tão meticulosa, me molha sozinha, você não está.
Nós poderíamos ser um belo plural, mas não conheci assim.
Eu fui sempre singular até o momento que o sol brilhou e clareou todo o cinza.
Então eu vi a luz de olhares preciosos, de abraços fraternos tão apertados que rumei para ali e fui morar naquele carinho.

Sua barriga quele lugar não era meu, só me guardou por um tempo, o tempo que você não teve controle.
Eu desenvolvi e vim conhecer o mundo.
Mais nunca diga que é tarde demais para algo, temos todo o tempo do mundo se for a vontade de Deus.
Eu fui uma criança alegre e cresci na mesma alegria.

Você fez bem em não se voltar, eu sei que isso era para ser assim.
E sabe? Eu sempre te amei.
E esse amor foi tão milagroso por dentro de mim.
Há tantas chances para as coisas boas.
Suspirei fundo muitas vezes, para impedir que as lágrimas perdessem o controle, e me molhasse inteira.
Mais sempre chega o dia D.
Então não mais esperei , fui caminhar dentro de outros corações.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Entendimento

(Autoria: Fernanda)
Senhor do alto Está aí?
Posso falar de olhos abertos?
É que quero enxergar teu carinho ,
junto com o sentir do meu coração.
Vou abrir os olhos hem?
Pausa...
Só a brisa passava...
Senhor do alto,
percebo melhor
com os olhos fechados.
Acho que minha fé, ainda não está madura.
Desculpa!